Criar o nome de uma empresa é um desafio para muitas pessoas que querem iniciar um negócio. Esse processo chamado naming, tem relação direta com o sucesso do empreendimento. Por ser tão relevante, ele pode durar semanas ou até meses, considerando desde as pesquisas por títulos interessantes até o seu registro.

Neste artigo, apresentaremos um panorama sobre o processo e a sua importância para as estratégias de marca da empresa e seu sucesso. Acompanhe!

 

O conceito de naming; criar o nome de uma empresa

O nome de uma empresa estabelece uma relação direta com seu posicionamento no mercado. De modo ideal, o termo escolhido deve ser adequado ao público-alvo para quem suas soluções foram criadas, indicar que tipo de produto ou serviço comercializa os valores da organização. Uma boa escolha ajuda a atrair e conquistar novos clientes quando aliada a outros elementos, como cores e logotipo.

O naming é o processo de criação do nome de uma marca que, se bem realizado, é capaz de gerar excelentes resultados para a empresa ao atribuir à companhia um título que comunique o seu posicionamento — e isso é essencial para o sucesso do negócio. Apesar de parecer, essa escolha não é tão fácil e não é por acaso que existem agências especializadas para oferecer esse serviço.

Para criar um nome de uma empresa é preciso pesquisar muito sobre os termos, seus significados, a concorrência e outros aspectos. Além disso, é preciso fazer diversos testes, como, por exemplo, verificar a pronúncia em diferentes idiomas (principalmente se a empresa for atuar a nível internacional), aspectos culturais e facilidade de escrita.

O naming aumenta as possibilidades de sucesso da empresa e uma de suas funções mais importantes é reforçar um atributo principal ou algum diferencial das soluções oferecidas, posicionando melhor o produto ou serviço no mercado. Em geral, o nome ideal deve ser:

  • curto, com facilidade de pronúncia e escrita;
  • adequado ao produto e ao posicionamento de mercado;
  • estar disponível para registro;
  • fácil de memorizar;
  • neutro a organizações, cultura e sociedade;
  • permitido por lei.

 

O processo de criação

Na publicação Guia de Identidade Visual e Naming, o Comitê de Branding da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA), sugere que o processo se dê da seguinte forma:

  1. 1. Briefing / Fundamentos
  2. 2. Long-list (300 a 500 nomes)
  3. 3. Short-list (20 a 30 nomes)
  4. 4. Pré-decisão (15 a 10 nomes)
  5. 5. Busca legal
  6. 6. Testes de nomes-candidatos (4 a 6)
  7. 7. Avaliação dos candidatos
  8. 8. Decisão final
  9. 9. Registros legais.

O processo pode ser bastante longo e cansativo para alguns, mas é importante que ele seja levado a sério. Muitas vezes, acreditamos que encontramos o nome ideal para a nossa empresa, mas para o público a escolha pode soar até mesmo ofensiva. Por isso, é essencial estudar o sentimento que causa nos outros, principalmente no público-alvo.

Seguindo as recomendações da ABA, o primeiro passo é o briefing. Nessa fase, o empreendedor deve descrever o perfil do público ideal, as soluções comercializadas, os valores da empresa e demais informações que ajudem no processo.

Em seguida, a associação sugere três fases de listagem de possíveis nomes, de maneira que se diminua a quantidade em cada etapa. Nesse momento, não se deve ter nenhum juízo de valor, apenar colocar no papel o máximo de palavras possível, que podem ser adjetivos, verbos, advérbios, siglas e termos inventados, por exemplo. Um brainstorming é bem-vindo.

Depois dessa fase, é preciso avaliar a disponibilidade de registro dos nomes que ficaram na lista como opções (discutiremos mais sobre isso adiante) e a aceitação do público-alvo. Pode ser feita uma apresentação dos candidatos, procurando saber quais são os favoritos e a qual ideia eles transmitem e, posteriormente, confirmar o vencedor.

Existem diversas possibilidades ao criar o nome de uma empresa. O empreendedor pode utilizar o seu sobrenome, abreviar, combinar palavras ou até mesmo inventar, como fez o Google. Segundo a ABA, os principais tipos de nomes podem ser categorizados em:

  • descritivos: Oi, Telefônica e Volkswagen;
  • síntese: Bombril, Minalba, Petrobras e Kibon;
  • invenções: Xerox, Exxon, Colgate, Eno;
  • arbitrários: Sonho de Valsa, Brahma, Apple e Rainha;
  • sigla: FIAT, IBOPE, BMW e BR.

É importante também perceber a relação entre o naming e o branding, ou seja, a construção e a gestão da marca. O nome escolhido deve ser capaz de traduzir as estratégias de posicionamento da empresa no mercado.

 

Os pontos mais importantes ao criar o nome de uma empresa

Agora que você já sabe o que é, como funciona e a importância do naming, entenda mais sobre alguns dos aspectos mais importantes do processo de criação!

 

Variedade de opções

Não é recomendável escolher o primeiro nome que vier à mente, como já mencionamos neste texto. Uma maneira de elaborar uma lista grande, conforme o guia da ABA, é utilizar mapas semânticos — uma representação gráfica na qual palavras são interligadas de acordo com seus significados.

O primeiro passo é inserir a ideia principal no meio de um desenho de círculo, por exemplo, em um papel. Em seguida, é preciso relacionar essa palavra com características, subtemas e adjetivos, por exemplo, abordando o termo de forma mais significativa.

 

Facilidade de memorização

O nome de uma empresa precisa ser lembrado, como já dissemos. Portanto, dar preferência a nomes curtos e que expressem sensações, sentimentos ou atitudes ao público-alvo, é uma boa estratégia para facilitar a sua memorização. A palavra deve ter sons familiares em seu idioma e, de preferência, não exigir uma soletração difícil de entender e escrever.

 

Coerência com identidade e valores do negócio

Não é que a sua empresa deve ter um nome literal, como “produtos agrícolas” se ela atua no agronegócio, por exemplo. A transmissão da informação sobre o ramo da empresa, sua atitude, seus valores e objetivos, porém, acontece bastante por meio do nome. Portanto, é preciso ter um título claro, atraente e adequado à linguagem que sua audiência utiliza.

 

Benchmarking da concorrência

De nada adianta chegar ao melhor nome possível para a sua empresa se outra já o está utilizando, e isso não é apenas para casos locais. Ao elaborar uma lista, pesquise se já há outros players utilizando esses termos — não só em seu nome, como no slogan e demais peças de comunicação, pois você quer diferenciar e destacar a sua marca no mercado. Por isso, o título precisa ser único e inconfundível.

 

Disponibilidade para registro

Esse é um ponto muito importante, essencial se você quiser ter uma marca registrada e proteger o seu negócio no longo prazo. É preciso pesquisar se os nomes estão disponíveis para registro no Instituo Nacional de Propriedade Intelectual (INPI). Além disso, é recomendável fazer uma busca para saber se seria possível criar um site com domínio próprio e perfis nas redes sociais com o termo.

É interessante também avaliar os casos onde o registro no INPI é possível, pois mesmo que uma empresa utilize um nome que ainda não foi registrado é possível que haja processos jurídicos.

 

As agências de marketing e o naming

O processo de naming pode ser longo e demandar trabalho. Por isso, muitas empresas preferem terceirizar esse processo para uma agência. Essa é uma boa ideia, especialmente se o empreendedor não tem expertise, tempo ou uma equipe disponível, elementos necessários para essa tarefa tão importante para o sucesso dos negócios.

As agências que prestam serviços de naming fazem um diagnóstico completo do mercado em que a empresa atuará, por meio de um briefing, de triagens e pesquisas de marketing. A partir disso, a agência gera os nomes mais interessantes com base nos pontos mais relevantes da diferenciação da marca no mercado, de maneira que ela seja memorável, agradável e eficaz.

Se você precisa de ajuda para criar o nome de uma empresa, entre em contato com a 2 Design e Comunicação e saiba como podemos ajudar. Basta ligar para o número (14) 99142-1714, enviar um e-mail para contato@2dcb.com.br, ou preencher o nosso formulário online!